Papa Francisco (Vatican Media)

Raimundo de Lima – Cidade do Vaticano

Amigo ouvinte, o quadro semanal “O Brasil na Missão Continental” continua estes dias com a participação do Secretário Geral da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, Pe. Frei Reginaldo Roberto Luiz. Além de postulador geral das Causas de Beatificação e Canonização da Ordem dos Padres Mercedários, Frei Reginaldo é também responsável pelo Secretariado de Pastoral de seu Instituto religioso.

Na edição passada nosso convidado ateve-se ao modelo de pastoreio proposto pelo Papa Francisco, modelo este fruto da experiência pastoral do então cardeal-arcebispo de Buenos Aires que, ao ser eleito Bispo de Roma, trouxe para a Cátedra de Pedro aquela “acolhida” e “proximidade” características da Igreja na América Latina.

Referindo-se a gestos e iniciativas do Papa Francisco, o religioso mercedário observou que aquilo que pode soar como novidade num contexto europeu, para nós da América Latina é uma realidade comum dos nossos pastores, evidenciando essa abordagem pastoral de acolhida e proximidade – como nos tem pedido o Santo Padre.

Na edição de hoje Frei Reginaldo continua sua reflexão sobre esse pastoreio feito de acolhimento e proximidade à luz do exemplo que nos dá o próprio Papa. Francisco pede que não haja dicotomia entre fé professada e fé vivida, afirma o religioso mercedário apontando em Mateus 25 – “Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e viestes me ver” – essa página do Evangelho que na realidade do Papa Bergoglio deve ser encarnada, traduzida e selada pelos pastores qual modelo de verdadeiro pastoreio a ser buscado pelos bispos e pelos padres.

Ele quer uma Igreja que fale, que vive da Palavra de Deus, da Eucaristia, mas que concretamente realize esse pastoreio, enfatiza nosso convidado.